Mato Grosso do Sul vive um momento histórico de atração de investimentos e crescimento econômico acima da média nacional. Em balanço estratégico sobre o primeiro trimestre de 2026, a presidente Cristiane Schmidt, presidente da MSGÁS, destacou a transparência da gestão, os investimentos com recursos da própria companhia e as obras que vão interiorizar o gás natural no Estado.
Acompanhando e impulsionando esse ritmo, a Companhia de Gás Natural de Mato Grosso do Sul (MSGÁS) apresentou nesta quarta-feira (13) os resultados de um modelo de gestão pautado pela eficiência, transparência absoluta e foco em infraestrutura.
Durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias (Grupo A Crítica), a presidente da MSGÁS, Cristiane, detalhou como a companhia tem operado para interiorizar o desenvolvimento de forma autossustentável. No primeiro trimestre de 2026, a distribuidora alcançou a marca de R$ 13,4 milhões de lucro líquido e um EBITDA de aproximadamente R$ 23 milhões.

“A MSGÁS independe do Tesouro Estadual. Apesar de ser uma empresa estatal de economia mista, a gente tem uma governança muito clara. O Tesouro não coloca um centavo na companhia. Ao contrário, como somos lucrativos, damos dividendos para o Estado”, afirmou a executiva, ressaltando o rigor com o dinheiro público e as regras de compliance vigentes. “Somos reconhecidos pela transparência, pela governança interna e por regras que não permitem decisões isoladas. Ali quem manda é o conselho”.
Interiorização: Dourados e inocência no mapa da energia
Com os caixas saudáveis, a MSGÁS acelera projetos robustos de infraestrutura sem depender de aportes externos. O destaque vai para a construção de 125 quilômetros de rede até julho de 2027 para atender a nova planta da Arauco, em Inocência, e a histórica chegada do gás natural a Dourados ainda este ano, com operação inicial ancorada pela Seara.
Esses grandes projetos industriais — setor que hoje representa 96% do volume distribuído pela estatal — são as âncoras que viabilizam a expansão contínua da rede. O objetivo da gestão é claro: utilizar a força da indústria para subsidiar a chegada da energia limpa aos lares, hospitais e comércios. “A gente quer que o desenvolvimento econômico chegue a todos de forma igualitária”, pontuou Schmidt. Apenas em Campo Grande, as obras de expansão preveem alcançar mais mil unidades consumidoras e cinco escolas estaduais.

O futuro é sustentável e competitivo
Preparando o Estado para o futuro, a presidência reafirmou seu posicionamento proativo nos debates nacionais sobre a abertura do mercado livre de gás e a integração do biometano aos dutos da companhia, alinhando-se à meta do Governo do Estado de ser carbono neutro até 2030. “O biometano é como se fosse o gás natural mais limpo. A molécula é igual e pode transitar normalmente pela nossa rede”, explicou.
Com uma atuação técnica e estratégica, a MSGÁS reafirma seu compromisso inegociável com os sul-mato-grossenses: transformar cada decisão e cada quilômetro de duto em geração de valor, competitividade e transparência para o Estado.


